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Semana de Atualização 2010 – A Conjuntura Latino-Americana

Tendo como tema “A CONJUNTURA LATINO-AMERICANA: A configuração política latino-americana.  O cenário político estratégico da região e o papel do Brasil” o Pro. Dr.  Marcelo Suano (CEIRI) apresentou no dia 09 de junho, uma visão distinta, porém complementar àquela mostrada pelo professor Paulo Vizentini.

Iniciou sua palestra refletindo sobre questões estruturais das relações internacionais, passando por alguns conceitos contemporâneos e mostrou as diferenças das relações internacionais do século XX para as que estão ocorrendo no século XXI.

Trouxe para a platéia aspectos relativos às transformações científicas e tecnológicas que ocorreram no último quarto do século XX, as quais permitiram a emergência de novos tipos de atores nas relações internacionais, os quais geraram formas distintas de relacionamento, bem como formas distintas de se pensar a guerra e o planejamento estratégico dos Estados que jogam no sistema internacional contemporâneo.

 

Ao falar do surgimento do século XXI, iniciou sua explicação pelas modificações produzidas pela “Queda do Muro de Berlim” e discorreu sobre as expectativas que foram geradas acerca do novo papel que seria atribuído aos EUA no cenário das nações. Discorreu sobre os modelos de sistema internacional que foram pensados para explicar o mundo que surgia, bem como da esperança de que estava sendo construída a “Governança Global”.

 

Frisou que o ataque às “Torres Gêmeas”, no “11 de setembro de 2001” foi um dos principais acontecimentos a gerar um recuo no processo de segurança internacional, voltando os Estados a pensar em segurança nacional, tal qual ficou configurada na “Nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA”, de 2002.  Mostrou que foi exatamente neste momento em que começaram a surgir as atuais lideranças políticas da América Latina, pois foi o período em que os norte-americanos desviaram a atenção da região, permitindo que as sociedades do continente aproveitassem as transformações produzidas pelos governos reformistas da década de 90 no continente.  Mostrou que foi o momento da emergência da sociedade civil na América Latina, mas, ao fazê-lo, veio com o conteúdo da esquerda.

 

Neste ponto destacou o papel do bolivarianismo chavista e explicou no que ele consiste, suas raízes filosóficas, as origens políticas, as propostas e ações que levaram Hugo Chávez a se tornar o cérebro estratégico da América do Sul, neste primeiro momento do século XXI, confrontando os EUA e lançando a região para o cenário mundial. Da mesma forma que mostrou como Chávez adotou um modelo mais adequado ao século XX e com elementos claros de esgotamento.

 

Explicou as transformações do continente e pincelou aspectos da Política Externa brasileira, frisando questões da diplomacia presidencial do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.