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Solenidade de encerramento do 49º CEPE/2012 de Porto Alegre/RS.

Em 23 de outubro de 2012, no auditório do GBOEX, a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, através da sua Delegacia no Rio Grande do Sul e juntamente com a Faculdade Luterana São Marcos, de Alvorada, realizou a Sessão Solene de Encerramento do XLVIX Curso de Extensão em Política,
Estratégia e Gestão – CEPE, de Porto Alegre, composta de 15 alunos.Essa união proporcionou um trabalho do mais elevado alcance cívico-cultural, uma vez que o CEPE continuou a ser um curso de extensão universitária.

Diversas autoridades prestigiaram o evento, entre as quais o Dr. Everton Marc, Delegado da ADESG/RS, o Brig. Ar Res Paulo Roberto Ferro, Ex-Subcomandante da ESG, o Cel Ex Res Vanderley Correa de Morais, Representante da POUPEX, o Cel Res Ex Sergio Luis Renck, Presidente do Diretoria Executiva do GBOEX, Cel R/1 Ex Rogério Petry, Diretor do CEPEG, Cel EB Mendes, representante do Comantante do CMS, a Dra Sandra Aparecida Oliveira, representando o Superintendente da INFRAERO no RS e o Cmt. Ivan Silva, da Delegacia da Capitania dos Portos de Porto Alegre.

O orador da turma foi o aluno Bel José Oli Ferraz Oliveira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que destacou em seu pronunciamento o convívio e a camaradagem estabelecida durante o curso e o significado do mesmo para o  enriquecimento cultural dos alunos, além de várias passagens significativas.

Encerrando a solenidade, o Delegado da ADESG/RS, Dr. Everton Marc, falou sobre o julgamento pelo STF do processo contra 40 envolvidos no esquema do “mensalão”. Citando os votos dos Ministros disse que o Min. Celso de Mello, decano do STF, foi muito feliz quando considerou os mensaleiros como “marginais do poder”. Como disse o mesmo ministro, “estamos tratando de macrodelinquência governamental, da utilização abusiva, criminosa, do aparato governamental ou do aparato partidário por seus próprios dirigentes”. No país em que se banalizou o dito de que todos são iguais perante a lei, mas existem os mais iguais, a tolerância com deslizes ganhou terreno. Eufemismos vestem de aceitabilidade práticas criminosas. Corrupção, por exemplo, virou “malfeito” no vocabulário de altos dirigentes do país. Sonegação fiscal tornou-se “caixa 2″ no léxico dos partidos políticos e de candidatos a cargos eletivos. A ministra Cármen Lúcia, em voto que não dá margem a dúvidas ou a diferentes interpretações, disse: “Acho estranho e muito grave que alguém diga, com toda a tranquilidade, que houve caixa 2. Caixa 2 é crime. Dizer isso, na tribuna do Supremo ou perante qualquer juiz, me parece grave”.
Após a solenidade, foi servido um coquetel para as autoridades presentes, alunos e convidados, que contou com a presença de cerca de 90 pessoas.