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Solidariedade com as famílias de Santa Maria

Solidariedade com as famílias de Santa Maria

Solidariedade com as famílias de Santa Maria

A ADESG/RS presta sua solidariedade às famílias cujos jovens, mais de duas centenas, perderam a vida em Santa Maria, numa festa universitária na  boate Kiss, na madrugada do dia 27 de janeiro, como foi amplamente noticiado pela mídia. Foi a repetição do que ocorreu na  boate República Cromañón, em Buenos Aires, no ano de 2004, onde morreram 194 pessoas.  Não aprendemos a lição!

Todas as matérias veiculadas pelos meios de comunicação identificaram uma série de erros ou omissões que levaram ao fatídico acontecimento, tais como: uso e manejo indevido de pirotecnia, teto com material inflamável, lotação acima da capacidade estabelecida, falta de saídas de emergência e de sinalização adequada, pouca ventilação, seguranças despreparados, pouca eficiência dos órgãos fiscalizadores, legislação ineficaz e tantos outros.

Os órgãos públicos, nos três níveis da administração foram eficientes na prestação imediata do socorro e atendimento às vítimas e familiares. Houve também a efetiva participação do Exército Brasileiro e da Força Aérea no episódio, inclusive com o transporte aéreo de feridos para hospitais da região metropolitana de Porto Alegre.

Resta agora uma apuração das responsabilidades, penal e cível, pelas autoridades policiais, ministério público, bombeiros, etc, e a adoção de medidas cabíveis em razão do desastre.

Em face das falhas inquestionáveis em matéria de prevenção e fiscalização, torna-se necessário o aprimoramento da legislação  que regule, de forma rigorosa, o estabelecimento e o funcionamento de casas de espetáculos e afins, com segurança e conforto para os frequentadores e uma efetiva fiscalização dos órgãos responsáveis. Outra medida urgente é  fiscalizar o que determina a legislação vigente e inspecionar todos os estabelecimentos em funcionamento nos municípios, para fechar àqueles que oferecerem qualquer risco a integridade física das pessoas que frequentam essas instalações e a comunidade em geral, ou exigir as adaptações necessárias, num curto espaço de tempo.

Temos que investir em uma mudança radical de comportamento, onde não cabe mais o “jeitinho brasileiro” para contornar as exigências legais e de fiscalização, e em políticas de  prevenção que evite futuras tragédias em qualquer recanto desse país, como a que ocorreu em Santa Maria. Basta à impunidade!

Nossas condolências as famílias enlutadas.

Everton Marc – Delegado da ADESG/RS